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quarta-feira, 21 de março de 2012

Fascia Plantar X Fascite Plantar...


Fáscia Plantar  

     É o principal ligamento que percorre a planta e segura o arco do pé, como uma fita larga tensionada do calcanhar até os dedos.





Quais as causas dessa dor plantar?



     Existe muitas alterações que podem ocasionar a dor plantar calcaneana. A lesão aguda por um trauma, o impacto repetitivo no esporte ou no trabalho, a atrofia e a diminuição da espessura da gordura plantar, infecções bacterianas e compressões de nervos ao nível do pé e tornozelo. A dor plantar também está relacionada com sobrepeso e obesidade, principalmente se este ganho de peso ocorreu abruptamente.

 O que é Fascite Plantar?

     A fascite plantar é um processo inflamatório doloroso na inserção da fáscia plantar junto ao calcâneo e sua evolução reflete um processo autolimitado, com resolução dos sintomas dentro de um ano em média .
     Esse processo inflamatório ocorre por estresse e microrrupturas na interface entre a fáscia e o osso calcaneano, a chamada êntese. As causas são variadas e algumas foram citadas acima. Nesse local forma-se um constante processo de cicatrização e lesão ao mesmo tempo.



Como é a dor da Fascite Plantar?



     A dor pode ser intensa, pontual como se um prego estivesse cravado ou algo estivesse sendo rasgado. Ela é maior ao levantar da cama pela manhã logo nos primeiros passos, melhorando com o passar do dia. Outras vezes, após permanecer muito tempo sentado, os primeiros passos podem acarretar dor forte.



Como é feito o diagnóstico de Fascite Plantar?


     O diagnóstico de fascite plantar é essencialmente clínico. A história detalhada do paciente, a caracterização da dor e o exame físico do pé nos dão dados suficientes para o diagnóstico de fascite plantar



     Alguns exames de imagem ajudam a excluir outras causas de dor calcaneana:



     O raio-x não revela a fascite plantar, mas pode nos mostrar cistos ou tumores ósseos do calcâneo, também mostra a calcificação do esporão, apesar de não ser ele o culpado pela dor.



     A ultrassonografia é um exame barato e pode mostrar espessamento e aumento de líquido ao redor da fáscia, caracterizando o processo inflamatório.



     A ressonância nuclear magnética é o melhor exame para visualizar a fasciíte plantar, porém não é necessária para o diagnóstico além de ser extremamente cara.



Qual o tratamento para a Fascite Plantar?



     O tratamento da fascite plantar é essencialmente conservador, isto é, sem a necessidade de cirurgia ou métodos invasivos, e depende muito da atitude e perseverança do paciente.



     A medicação antiinflamatória pode ser usada para controlar a dor por curto período, melhorando parcialmente e temporariamente o sintoma por alguns dias.



     Palmilhas moldadas ajudam a sustentar o arco do pé e distribuir melhor a carga, além de diminuir o impacto com o solo da região plantar afetada.



     A fisioterapia é a principal arma para tratar a fasciíte plantar. Ela deve ser realizada com freqüência e persistência. Um bom programa de alongamento da panturrilha e do pé é essencial, além da orientação fundamental ao paciente para realização desses exercícios diários em casa.










     O controle do peso corporal é importante e ajuda a diminuir o stress sobre a fáscia plantar, além de propiciar melhor condição física para realizar os exercícios fisioterápicos.



     Pode ser utilizado uma órtese noturna ao nível da perna e do pé – “Night Splint” – para manter o alongamento da fáscia plantar e da musculatura posterior durante a noite. Essa órtese melhora consideravelmente a dor matinal, a forte dor que ocorre nos primeiros passos da manhã.










     A infiltração é contra-indicada pela ocorrência de lesão mecânica da agulha e lesão química ocasionada pelo uso de corticóide diretamente no tendão da fáscia plantar, podendo ocorrer aumento da degeneração, ruptura e até mesmo infecção.



     O tratamento através da utilização de ondas de choque vem sendo empregado em algumas clínicas. O custo do tratamento é elevado e não há ainda estudos que indicam a sua utilização em casos iniciais de dor plantar. Sua utilização foi aprovada pelo FDA americano somente em casos crônicos, onde a dor persiste após 6 meses a 1 ano de tratamento bem realizado e orientado, e tem uma variação de 50 a 80% de bons resultados.



     A cirurgia para liberação parcial da fáscia plantar (alongamento cirúrgico) cientificamente não traz nenhum benefício. Sua indicação é extremamente rara, somente para casos que não tiveram nenhum grau de alívio da dor após, pelo menos, 1 ano de tratamento conservador continuado e bem realizado.





Sâmela Fortuna e Paulo Fortuna
Graduados em Educação Física na Universidade Católica do Salvador
Pós Graduandos em Ergonomia (Sâmela) e Exercício físico aplicado a reabilitação cardíaca e a grupos especiais (Paulo) na Universidade gama Filho

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sábado, 30 de abril de 2011

Epicondilite

Epicondilite


Epicondilite ou epicondilite lateral é uma inflamação dos tendões do cotovelo, que atinge principalmente os músculos extensores do punho e dos dedos. Também conhecida como cotovelo do tenista.


Causas

A epicondilite é causada por atividades que exigem uso excessivo ou incomum dos músculos extensores do punho ou dos pronadores do antebraço, como ocorre em alguns desportos, especialmente o tênis, ou por tensões repetitivas na articulação do cotovelo.


Evolução e Sintomas

A epicondilite começa como uma ligeira impressão dolorosa, geralmente localizada na face externa do cotovelo e que se estende pelo terço proximal da face externa do antebraço. Se o esforço repetitivo for continuado, principalmente na região do antebraço em sobrecarga, a área atingida torna-se dolorosa ao toque e a dor pode irradiar para baixo até ao punho. Levantar quaisquer objectos, especialmente com o antebraço estendido, torna-se muito doloroso e quase impossível, mesmo que tenham pouco peso. Gestos de rotação do membro, como o de abrir a maçaneta de uma porta, tornam-se impossíveis. Comun também aparecer em dentistas por esforço repetitivo do dia-a-dia.

Tratamento

O tratamento da epicondilite geralmente é conservador, sendo cirúrgico apenas se não houver remissão (total ou parcial progressiva) com o tratamento medicamentoso e fisioterápico em um período de 3 meses. A primeira medida sempre será procurar retirar ou minimizar a causa da afecção: o esforço repetitivo ou a sobrecarga local. Em conjunto emprega-se tratamento medicamentoso com antiinflamatório e fisioterapia local. Estes tratamentos variam de caso a caso.


(Fonte: Wikipédia)
  
 
Sâmela dos Santos Fortuna e Paulo Henrique Figueirêdo Fortuna
Graduados em Educação Física na Universidade Católica do Salvador.


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domingo, 10 de agosto de 2008

Bursite






A bursa age como uma almofada entre o músculo e o osso. Ela reduz a fricção entre os ossos causada pelos movimentos, e torna a articulação mais flexível.
A bursite é um problema comum que freqüentemente acontece quando uma articulação é usada em excesso. É mais comum em pessoas que estão acima do peso, idosos ou em diabéticos.





  • Sintomas

Dor ao redor das juntas (ombro, quadril, cotovelo e joelho) especialmente quando a junta é pressionada ou é movimentada.
Inchaço ou edema
Inflamação – A combinação dos sinais clássicos de vermelhidão, calor e inchaço da articulação - que são menos comuns e podem significar que a articulação está infectada
Restrição aos movimentos articulares.
  • Ao sentir esses sintomas procure um médico.



  • Prevenção 

A melhor maneira de se prevenir a bursite é evitar os movimento repetitivos de uma articulação, especialmente se você está acima do peso. Perder peso pode reduzir o risco de desenvolver uma bursite nas pernas. Se a tensão repetitiva em uma bursa não pode ser evitada, o uso de protetores pode ajudar a prevenir a bursite.




Criadora e Idealizadora (deste informativo): Sâmela dos Santos Fortuna.
Graduada em Educação Física na Universidade Católica do Salvador.


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